Atualmente, nos encontramos na fase digital da mamografia, uma tecnologia cada vez mais avançada e que usa computadores e detectores específicos para obter uma imagem digital da mama. As imagens podem ser aumentadas, ampliadas, clareadas ou escurecidas, por meio de monitores de alta resolução. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a iniciar o uso da mamografia digital e esta experiência nos proporcionou um aprendizado dos mais profícuos, facilitando a caracterização das lesões mamárias e melhorando as condições de atendimento às mulheres. É uma evolução, como foi na mamografia analógica, passarmos do foco de 0,6 mm para 0,3 mm e podermos utilizar a técnica de ampliação com foco de 0,1 mm, e como foi, também, a possibilidade de podermos usar a técnica de exposição automática. Há ainda a melhora do contraste com filmes superiores e processadoras específicas para mamografia. Essas mudanças, além de representarem um maior investimento financeiro, proporcionaram também maior segurança e confiabilidade no método. Hoje, a mamografia digital já é a realidade de um método de imagem que provou que pode salvar vidas, sendo o melhor que temos na atualidade.

A importância do exame

A mamografia é o exame mais eficaz na detecção de tumores da mama na fase inicial de crescimento. Os tumores pequenos, que não são palpáveis na época do diagnóstico, têm chance de cura acima de 95% e são passíveis de tratamentos menos agressivos.

A realização de mamografias anuais, a partir dos 40 anos, já demonstrou, em vários estudos, ser capaz de reduzir a taxa de mortalidade por câncer de mama entre 25% e 40%. Nesse exame, é investigada a presença de lesões muito pequenas, de poucos milímetros, na maior parte das vezes detectada apenas com técnicas especiais de exame, uso de lupa e análise acurada. A mamografia digital detecta de forma mais precisa as lesões menores (com menos de um milímetro) e mais difíceis de serem observadas por aparecem com pouco contraste - quase sempre a diferença entre o tecido sadio e o doente é muito sutil.

 

Diminuição do tempo de realização do exame e da reconvocação de clientes são algumas das vantagens do sistema digital. Maior acuracidade na detecção de microcalcificações.

O grau de detecção de minúsculas estruturas conhecidas como microcalcificações ilustra bem a diferença entre a mamografia digital e a tradicional. Em um estudo comparativo da UNIFESP, ao utilizar uma das peças que distribuía aleatoriamente microcalcificações de 0,20 milímetros, a mamografia digital identificou 20% das alterações em mamas de tamanho padrão (quando comprimida tem cerca de 4cm). Já os dois aparelhos convencionais não conseguiram detectar nenhuma lesão. As microcalcificações estão presentes em torno de 35% das mamografias, podendo ser benignas ou indício de câncer. Detectá-las o mais cedo possível é importante porque em média 70% dos casos de câncer de mama nos estágios iniciais surgem como microcalcificações.



Maior Eficácia

Uma das principais vantagens da mamografia digital é ser mais eficaz para detectar câncer em mulheres com mamas densas, por ter uma faixa de contraste mais ampla do que a da mamografia convencional. 

Menor dose de radiação

No método digital usa-se raios-x na produção das imagens porém o sistema é equipado com receptor digital e um computador ao invés de um filme cassete, como no método analógico. Os procedimentos são mais rápidos e a paciente recebe menor dose de radiação, com maior qualidade diagnóstica e menor número de repetições de exposições durante o exame. Esta tecnologia permite que o resultado e as imagens sejam enviadas via internet para qualquer parte do mundo.