A elastografia corresponde à mudança das características ultra-sonográficas e da forma da onda de radiofrequência, após a compressão das mamas. Foi inicialmente desenvolvida para medir a elasticidade da mama.
Ela tem a vantagem de ser também não invasiva e de fácil execução. Tal como a ecografia, este sistema tem uma sonda munida de um vibrador na sua extremidade que se encosta à pele. Este vibrador vai enviar uma onda de choque suave que penetra na mama. A velocidade com que ela se vai propagar dentro deste órgão está dependente do seu grau de elasticidade. Enquanto esta onda se propaga pode se medir a velocidade de propagação da onda elástica e calcular assim a elasticidade mamária. Todo o sistema está ligado a um computador que avalia o resultado final e os dados da dureza são gerados e exibidos em grau de cor numa escala.Este exame é de fácil execução e de aproximadamente 5 minutos.Dados recentes equiparam os seus resultados aos da biopsia mamária.
É uma técnica muito útil para a monitorização dos nódulos sólidos da mama, podendo caracterizar as lesões quanto a sua elasticidade, leve ou dura para tentar conseguir melhorar a capacidade de distinção entre benignidade e malignidade.
Quando a sonda ultra-sônica é pressionada levemente sobre uma região do corpo, as deformações nas diferentes estruturas internas dos tecidos são proporcionais à rigidez que elas apresentam. Quanto mais rígido for o meio, menor será a sua deformação e vice e versa. Neste caso, o comprimento do caminho a ser percorrido pela onda acústica é modificado e os atrasos temporais, após a deformação, serão proporcionais à rigidez dos meios com diferentes impedâncias acústicas.
A imagem elastográfica é aquela formada pela razão entre a deformação causada nos diferentes meios acústicos dos tecidos e a força aplicada sobre os mesmos. As propriedades elásticas dos tecidos moles são dependentes das ligações moleculares bem como da formação estrutural dessas moléculas em blocos. Em geral, as mudanças patológicas nos tecidos estão relacionadas com mudanças na sua rigidez (Fung 1981). Muitos cânceres, como carcinomas da mama se apresentam mais duro e menos móvel que tumor benigno (fibroadenoma) (Anderson 1953).
Nos casos em que esses nódulos são muito pequenos ou estão localizados em regiões profundas, a sua detecção por palpação (prática comum no pré-diagnóstico de nódulos de mama) fica difícil ou até mesmo impossível. Além disso, mesmo sendo elasticamente diferente, a lesão pode não apresentar propriedades ecogênicas, impedindo a sua detecção por ultra-sonografia convencional.
Alguns estudos apresentados por Sarvazyan (1993), comprovou que o tecido mamário normal é aproximadamente 4 cronometra menos duro que o fibroadenoma. E no Ca de mama mostrou uma gama extensiva de tecido endurecido que pode estar até 7 vezes mais rígido que o tecido normal. Walz et al. (1993) apresentou resultados num estudo em vivo envolvendo 250 lesões de mama que evidenciou nos fibroadenomas serem aproximadamente 8 vezes mais macios que carcinomas.
A imagem da rigidez ou deformação desses tecidos acrescentam novas informações relacionadas a sua formação estrutural, conhecido como estudo por elastografia.
Com a elastografia pode-se encontrar diferenças nas propriedades mecânicas de lesões benignas contra doenças malignas da mama, de forma a evitar biópsias desnecessárias. Nove entre 10 biópsias de mama se mostram para ser benigna assim esta tecnologia pode fazer um impacto enorme no paciente e no sistema de saúde.
A palavra "compressão" poderia fazer os pacientes nervosos. Durante um exame de mamografia a compressão do tecido mamário é em torno de 40% comparado a um tecido normal, e a compressão com a técnica elastografia pelo ultra-som é só 1%.
A elastografia é uma nova modalidade de obtenção de imagens clínicas com aparelhos de ultra-som.
Em resumo, a imagem elastográfica é formada a partir de mapas de ecos adquiridas na condição de pré- e pós-deformação da amostra. Esta técnica difere das técnicas convencionais de ultra-som pela aquisição e processamento dos dados e possui a vantagem de fornecer informações sobre a elasticidade dos tecidos. Estas informações podem ajudar a detectar e caracterizar tumores, sem a necessidade de procedimentos invasivos, como biópsias.
A análise elastográfica pode oferecer um melhor desempenho diagnóstico da US em patologia nodulares tanto em mama como em tireóide, próstata, fígado e etc. |